17 de dez. de 2008

Para 2008

 

2008 chegou diferente, cheio de novidades. Seguiu suave, mas como todos os outros anos teve movimentos bruscos no percurso. A vida é assim: na maior parte do tempo, surpreende.

Experimentei situações desconhecidas e fui forçada a me reformular, algumas vezes. Me emocionei, várias vezes.

As crianças. Ah, as crianças. Esse ano elas estiveram por toda parte. Com elas aprendi o que é me apegar e aos poucos ver o sentimento crescer. Um sentimento diferente, daquele tipo que é aconchegante, que estimula e faz o olho brilhar. Com criança ficamos sempre meio bobos, achando tudo da vida muito lindo, recuperando aquela inocência de experimentar as coisas como se fosse a primeira vez. Isso uma criança ensina: a estar presente, a se deslumbrar com o simples, a baixar a guarda, a se entregar.

Quando as crianças chegam ao mundo percebemos como as coisas são maravilhosamente malucas. E quando elas vão embora...nos fazem experimentar aquele outro lado do amor, aquele que não é egoísta e que está focado no bem estar do outro: o amor generoso.

2008 não foi um ano diferente. Mas também não foi um ano igual.

Agradeço por ele ter me trazido o de sempre: pessoas!

Foi por causa delas que me tornei psicóloga. Sempre gostei de pessoas, mais do que de brinquedos, da natureza ou dos animais. 2008 me trouxe montes delas. Preciso também agradecer a essas pessoas que cruzaram meu caminho, as que ficaram por pouco tempo e aquelas de lugar cativo. Convivendo, trabalhando, orientando, acompanhando...Por todos os cantos vejo encontros que me tocaram e me mostraram diferentes formas de viver a vida. Mesmo no finalzinho, 2008 não descansa e continua me fazendo esbarrar com pessoas especiais, daquelas interessantes mesmo, que nos fazem quebrar a cabeça e amolecer o coração.

Termino 2008 diferente de como iniciei. Mais suave, mais aberta, mais afetiva, mais atenta, mais curiosa, mais otimista.

2008 reforçou o que sempre acreditei: a beleza da vida está no encontro que temos com as outras pessoas. Encontros breves ou longos, fáceis ou difíceis, felizes ou tristes, com os pequeninos ou com os grandões, são por eles que vale a pena viver.

Obrigada 2008, pela oportunidade! Espero que 2009 continue assim: com muita gente no meu caminho.

Flávia Scavone

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